Etnias indígenas

Pataxó

Povo do vento e da terra quente, os Pataxó de Monte Pascoal, Coroa Vermelha e Conceição da Barra, são irmãos do mar e da floresta. Pintam o corpo como quem escreve orações sobre a pele, e cada traço é lembrança do dia, da noite e do tempo velho e ancestral. Quando dançam, a terra vibra, e as palavras do Patxohã brotam no ar condenando as violências da colonização e exaltando sua existência. Vítimas de aldeamentos forçados, epidemias e massacres, os Pataxó seguem com sua cultura viva que renasce no seio da terra, como um sopro persistente de sua memória e sua de voz potente, no chão que jamais abandonaram.

Quem são: macro-Jê do extremo norte capixaba e sul da Bahia; língua original extinta, hoje revitalizada como Patxohã (“língua do guerreiro”).
Breve histórico: grande pressão colonial e imperial os forçou a dispersões e reagrupamentos. Mantiveram muitas interações com Guerém, Goitacá, Maxakali. Estão em curso retomadas territoriais na Bahia e no Espírito Santo; movimento linguístico-cultural forte no século XXI.
Território tradicional: São Mateus–Conceição da Barra e costa sul baiana.
Hoje: revitalização Patxohã, educação própria, turismo de base comunitária, artes (grafismos).
Curiosidade: No Espírito Santo remanescentes vivem na Aldeia Jacó Pataxó, localizada na vila de Itaúnas, no extremo norte do estado, em Conceição da Barra. Reconhecida oficialmente em 2021, esta aldeia é um território que busca pertencimento e reparações, tendo sido afetada pelo rompimento da barragem de Fundão em 2015. Ela foi fundada em 1971.

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