Etnias indígenas

Guarani

Povo do caminho e da palavra, os Guarani caminham levando nos pés o pó das estradas antigas e nos olhos o brilho da yvy marã e’ỹ, a terra sem males, onde o coração repousa e a alma se refaz. Sua morada é o som do maracá que desperta os deuses e do canto que faz o dia nascer. Vivem onde a floresta fala, o rio pensa e o fogo conta histórias. A aldeia é círculo, o corpo é templo, a palavra é semente. O tempo gira em torno do opy, casa do espírito e da memória, onde o som do tambor fertiliza a terra. Quando a noite chega e os ancestrais descem nas fagulhas da fogueira, os Guarani reforçam os vínculos poderosos que existem entre a Terra e o Céu.

Quem são: parte do grande povo guarani, com aldeias Mbyá no Espírito Santo (Aracruz) e redes culturais transfronteiriças.
Breve histórico: movimentos de longa duração (“caminhada” em busca do teko porã, o bem viver); contato missioneiro no período colonial; resistências e reterritorializações; reocupações no litoral capixaba no século XX; fortes ligações rituais e musicais (mborai); educação e arte como eixos de afirmação identitária.
Território tradicional: aldeias costeiras e mata atlântica; circulação em rede com outros grupos Guarani no Sudeste brasileiro.
Hoje: língua viva (Mbyá) em uso comunitário; produção de artes e cantos; escolas e projetos culturais.
Curiosidade: Há relatos mencionando a presença de indígenas Guarani no período colonial, contudo os indígenas Guarani de Aracruz vieram para o Espírito Santo recentemente, após longas migrações, vindos do sul do Brasil, em dois momentos, um nos anos 1940 e depois em 1967.

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