Etnias indígenas
Borum
Os Borum brotam do coração da terra, na raiz firme das florestas e nas areias do mar. Vivem em chão antigo, onde integram a natureza sagrada. De corpo pintado e olhar profundo, entraram em choque com o colonizador, não somente com armas, mas com agência e resistência estratégica. Suas mães são nossas mães, concederam-nos a vida e guardaram nossas histórias, nossos ritos e nossa cura. Vivendo nas matas do norte ou nas areias de Guarapari, sua ancestralidade corre em nossas veias ecoando a memória, a palavra e a luta dos Borum clamando por direitos e justiça.
Quem são: etnia ancestral dos Guerem, Botocudo e Krenak, sobrevivente hoje no coletivo Borum em Guaibura (Guarapari)
Breve histórico: narrativas de ancestralidade Borum no litoral norte e central; trânsitos forçados por violências e grilagens desde o século XVII; misturas com caiçaras e influência dos jesuítas e colonos, que se apossavam de suas terras e os submetiam ao trabalho e à civilização. Atualmente está em curso processos de reconstituição genealógica e toponímica e retomadas identitárias com etnogênese em curso.
Território tradicional: faixa costeira Anchieta–Guarapari; conexões com Morro Alto e interior.
Hoje: pesquisa comunitária, entrevistas, mapeamento de memória e língua (Itchok).
Curiosidade: foram vistos em sua vida tradicional e relatados por Heinrich Manizer em sua viagem ao Posto de Pancas em 1915.


