Etnias indígenas

Puri

Povo silencioso das matas do leste, os Puri viviam em harmonia com os ciclos da natureza. Discretos e hábeis no trançado e na caça, resistiram não somente com armas, mas com cálculo e astúcia. Sua língua, hoje ressurge a partir do eco da floresta e do testemunho de suas memórias. Tímidos e gentis, contrastam com a imagem belicosa atribuída aos indígenas. Reservados diante de forasteiros, delicados e hospitaleiros, os Puri são “um povo de natureza serena, de hábitos simples e profundamente adaptado à floresta”. Dados como extintos, seus herdeiros seguem livres da escravização e da miscigenação forçada do passado.

Quem são: povo do sul e centro-sul do Espírito Santo, também presente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais no período colonial; língua dada como extinta e documentação esparsa.
Breve histórico: grande mobilidade em serras e vales; conflitos e alianças com Coroado e com tupi do litoral; dispersão em aldeamentos; alvo de intensa mestiçagens; apagamento cultural no século XIX; descendentes invisibilizados em várias localidades.
Território tradicional: sul capixaba (Rio Novo do Sul, Castelo) e fronteiras com Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Hoje: caminhos de reconhecimento de descendência e memória local; importância do acervo linguístico antigo.
Curiosidade: encontra-se em curso estudos e diálogos para viabilizar a retomada e a etnogênese Puri no Espírito Santo. Do mesmo modo, também há projetos de recuperação de sua língua.

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