Etnogênese
Os Borum de Guaibura (Guarapari): exemplo de etnogênese viva; famílias redescobrindo a língua Itchok, conectando memórias e reconstruindo sua história e identidade;
Os Pataxó da comunidade Paulo Jacó em Itaúnas, que acompanham a revitalização linguística do Patxohã, e atravessam um movimento de etnogênese;
Os Guerém em Baixo Guandu, ainda pouco conhecidos, mas que aparecem em novas pesquisas, mostrando como a memória e a história oral podem “trazer de volta” etnias pouco mencionadas.
Os Botocudo na Comunidade Areal em Linhares buscando reconectar-se com sua história e sua identidade ancestral.

Puri e Coroado: Tidos como desaparecidos, possuem descendentes que vivem em comunidades rurais do sul capixaba e em áreas de fronteira com Rio de Janeiro e Minas Gerais, na Grande Vitória e em muitos municípios capixabas. A língua se perdeu, mas sobrenomes, práticas culturais e memórias persistem.
Temiminó: A historiografia os têm como desaparecidos na condição de grupo após os séculos XVI e XVII, mas presentes em toponímias (Nova Almeida, aldeia de Maracajaguaçu) e em descendentes misturados a populações locais, em especial, na região de Aracruz, Anchieta e Marataízes.
Goitacá: Teriam sido extintos também por volta do século XVII. Sendo eles notadamente lembrados como “ferozes” em crônicas e cartas. Apesar disso, a ausência de vocabulário não significa desaparecimento total, posto que sobrevivem na memória regional, em topônimos e práticas pesqueiras no sul capixaba.
